Solar é destaque na imprensa nacional

Aporte em energia limpa foi destaque em matéria do Valor Econômico.

A Solar Coca-Cola foi destaque na edição desta sexta-feira, dia 31, do jornal Valor Econômico. Na matéria, o jornal destaca o investimento da empresa para ter 100% das instalações abastecidas por energia renovável até 2025. Entre os destaques, o diretor de Planejamento Integrado e Suprimentos, Orlando Fiorenzano, falou sobre o contrato com o grupo pernambucano Brennand Investimento para fornecimento de energia eólica e outras ações em execução como o projeto piloto do biodigestor que será implantado em Maracanaú, o investimento em empilhadeiras elétricas e os testes com um caminhão movida a Gás com zero emissão.

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Solar Coca-Cola faz aporte milionário em energia limpa

31/Jan/20 | Valor Econômico | Empresas - Tendências&Consumo

A Solar Coca-Cola, segunda maior engarrafadora da Coca-Cola no Brasil, atrás da operação da Femsa, vai investir R$ 200 milhões por cinco anos em projetos de geração de energia renovável. O objetivo da companhia é ter 100% do consumo de energia vindos de fontes renováveis até 2024.

A Solar firmou um contrato de R$ 50 milhões com o Grupo Brennand Energia, de Pernambuco, para ampliação do parque eólico de Sento Sé (BA), em 135%, para uma capacidade instalada de 365 megawatts (MW) até 2022. O contrato prevê o fornecimento para a Solar de 26 mil MWh por ano, a partir de janeiro de 2021.

'A expectativa é que no ano que vem 20% da energia usada pela Solar já seja renovável', estimou Orlando Fiorenzano, diretor de planejamento integrado e suprimentos da Solar Coca-Cola. Nos centros de distribuição, a previsão é que 64% da energia consumida seja de fonte solar até o fim de 2021.

A Solar possui 11 fábricas e 34 centros de distribuição, onde emprega 11 mil pessoas diretamente. A companhia produz por ano 1,94 bilhão de litros de bebidas, que são distribuídas para 312 mil pontos de venda no Nordeste e em parte do Centro-Oeste. Em 2019, a Solar cresceu 14,8% em vendas, atingindo uma receita de R$ 5,97 bilhões.

'O passo seguinte será buscar novas fontes de energia, como eólica, solar e cogeração', acrescentou o executivo. Atualmente, a Solar testa o uso de um biodigestor, que é alimentado com os resíduos industriais, para geração de energia limpa. O biodigestor foi instalado na unidade de Maracanaú (CE). A Solar também usa gás natural renovável nos equipamentos industriais, fornecido pela Companhia de Gás do Ceará.

A Solar investe R$ 28 milhões na substituição de empilhadeiras por equipamentos elétricos. A empresa opera com 200 desses equipamentos nos centros de distribuição e já comprou 50 modelos elétricos. 'A intenção é abastecer as empilhadeiras com energia gerada no parque eólico', disse Fiorenzano.

A companhia testa caminhões a gás, desenvolvidos pela Scania. Fiorenzano disse que o veículo é 15% mais econômico do que caminhões movidos a diesel.

Os aportes da Solar em energias renováveis antecedem a fixação de metas globais na área pela Coca-Cola Company. A múlti tem metas de reciclagem e consumo de água, como a de chegar a 2030 com 100% das embalagens plásticas recicladas.

Thais Vojvodic, gerente de sustentabilidade de Coca-Cola Brasil, disse que a empresa investiu nos últimos cinco anos R$ 1,6 bilhão nas fábricas das dez engarrafadoras da Coca-Cola no país. O principal foco foi a produção de garrafas PET retornáveis. Só na Solar, o investimento em linhas de retornáveis foi de R$ 226,5 milhões.

'Esse investimento permitiu ampliar a oferta de garrafas retornáveis no portfólio total de 5% para 22%', disse Thais. Ela acrescentou que, hoje, 55% das garrafas PET no Brasil são recicladas e a meta é chegar a 100% até 2030.

A Coca-Cola Femsa não divulga o valor investido em sustentabilidade, mas informou que 85% da energia usada em 2019 era de fontes renováveis. A engarrafadora também reciclou 93,98% dos resíduos industriais, superando a meta global da companhia, de fechar 2020 com 90% dos resíduos reciclados. Nas garrafas PET, a meta da Coca-Cola Femsa é ter 20% do conteúdo das garrafas PET reciclados. Hoje, esse índice é de 11%.